Políticos sujos |
José Firmino de Oliveira |
Acredito que a opinião pública
brasileira, praticamente na sua unanimidade, assim como eu, vê
a maioria dos políticos, ressalvando-se as exceções
ainda existentes, como carreiristas, demagogos, mentirosos, oportunistas
e ladrões de consciências e do erário, cada vez
mais gordo graças ao dinheirinho suado do povo brasileiro que
lhe é tomado pelo governo através das várias formas
de confiscos apelidados de impostos, taxas e contribuições. Não é necessário fazer nenhuma pesquisa apurada para se chegar a esta conclusão, basta ler alguns jornais e revistas, ouvir e assistir alguns noticiários de rádio e televisão. O descaramento e a roubalheira são nacionais e contagiosos, e o País e todo o povo pobre do Brasil sofrem com as gatunagens praticadas por políticos de todas as esferas e níveis de poder. Há de se reconhecer que a legislação brasileira, inclusive a Constituição Federal, facilita e até alimenta essa condenável cadeia criminosa ao garantir o retardamento descomunal dos processos que têm como réus políticos detentores de mandato, além de lhes garantir o direito de serem candidatos, até que a sentença condenatória correspondente transite em julgado. Assim é no Brasil inteiro. Entretanto, enquanto alagoano me permito deixar um pouco de lado o resto do País para refletir ligeiramente sobre a situação política hoje instalada no meu pobre Estado. Aqui, mais da metade dos deputados estaduais está indiciada em crime de formação de quadrilha, desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e homicídio. Grande parte dos prefeitos, ex-prefeitos e outras autoridades maiores do Estado de Alagoas também respondem a processos e estão com os seus nomes anotados no livro de indiciados da Polícia Federal. Em meio a esse panorama político nacional escabroso, o ministro Carlos Ayres Britto, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, chegou a falar em divulgação de uma lista contendo os nomes dos políticos brasileiros com “ficha suja”, levando ao conhecimento do eleitorado nacional os nomes dos políticos que respondem a processos na Justiça pelos mais variados crimes cometidos. Essa boa idéia não foi bem recebida pelo Congresso Nacional, nem poderia ser, e isso fez com que o ministro Ayres voltasse atrás. Entretanto, numa boa hora, a AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros – está se dispondo a divulgar essa relação, oportunizando aos eleitores fazerem justiça com as próprias mãos, através do voto, extirpando completamente da vida pública brasileira esses políticos sujos. |
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